10 dicas para reconhecer um bom chocolate

Por Fernando de Oliveira, Chocolatier da Cacau Prime Club

 

1 -Leia o rótulo
Um bom chocolate deve conter no rotulo os seguintes ingredientes: massa de cacau, manteiga de cacau, açúcar, leite em pó e lecitina de soja que é um emulsificante natural. A massa de cacau e a manteiga de cacau são as principais matérias primas de um excelente chocolate, então devem aparecer logo no início da lista.
Caso apareçam outros tipos de gordura no rótulo, como por exemplo gordura vegetal hidrogenada ou fracionada, não são bem vistos já que podem alterar o sabor do chocolate e muitas vezes não é considerado chocolate e sim cobertura sabor chocolate.
Se forem bombons ou tabletes recheados, com certeza aparecerá outros ingredientes na lista, devido ao recheio.
Algumas marcas indicam na embalagem a porcentagem de cacau utilizada, principalmente nos chocolates amargos.
Segundo definição da Anvisa, a quantidade mínima de sólidos de cacau em um chocolate é de 25 % (g/100 g) e para o chocolate branco, o mínimo é de 20% de manteiga de cacau. No caso do chocolate branco não aparecera o ingrediente massa de cacau, somente a manteiga de cacau.

 

2 – Data de validade
Quanto mais recente a fabricação, melhor a qualidade. Sempre verifique a validade.

 

3 – Preço
Desconfie de chocolates, trufas ou bombons com preço bem abaixo do mercado. Chocolates de qualidade sãocaros e muitas pessoas vendem cobertura fracionada como chocolate.

 

4 – Temperatura
A temperatura de conservação ideal do chocolate deve estar em torno dos 18ºC. Nestas condições o chocolate conserva-se pelo menos um ano e meio sem perder as qualidades.
Temperaturas mais altas provocam o amolecimento do chocolate e a perda de
Brilho. Evite guardar o chocolate na geladeira para não mudar suas características, cor e sabor.

 

5- Olfato
Quando abrir uma caixa de bombons ou mesmo um tablete certifique-se de que tenha um bom aroma de chocolate. Não deve haver qualquer cheiro estranho, como de substâncias químicas, de coco e certamente não deve cheirar a pó, pois é indício de que é velho demais ou foi mal armazenado.

 

6 – Visão
O brilho dependerá do tipo de acabamento que receberam moldados ou banhados, os tabletes e bombons moldados devem ter brilho já os banhados como s trufas não costumam ter brilho. Caso tenha manchas brancas pode ter tido problema na conservação ou transporte, mas isto não caracteriza que o chocolate esteja estragado e sim que a gordura ou açúcar migrou para o lado externo do chocolate.

 

7 – Audição
Quando quebrar um tablete de chocolate este deve quebrar e não esmigalhar.Deve ter o som de um estalo claro.

 

8 – Tato
Quando pegar um chocolate ele não pode derreter imediatamente com o calor da mão e sim demorar alguns minutos, dependendo da espessura. O mesmo não pode ser pegajoso ou macio.
Em se tratando de bombons pode verificar se a capa de chocolate é fina ou grossa, e se foi coberta duas ou três vezes. Quanto mais fino melhor.

 

9 – Paladar
Quando fizer degustações de chocolate, é melhor que se coloque uma pequena porção e que esta derreta suavemente na língua e o sabor se espalhar por toda a boca, não deixando gosto de gordura.
Quando for bombom recheado prova-se o conjunto, ou seja, o recheio e a capa de chocolate que o reveste.
Quando provar vários tipos de chocolate, intercale com goles de água para refrescar o palato, ou sirva maçãs e pães.

 

10 – Preferencia
Estas são algumas dicas para conhecer um bom chocolate. Experimente novos chocolates, sabores, texturas e chocolates com tipos de porcentagem de cacau e descubra qual seu preferido.

Chocolate e turismo, essa associação realmente faz sentido?

 

O Brasil é um país de amantes de chocolate, uma pesquisa do IBOPE apontou que mais de 75% da população consome o doce, então não é difícil imaginar a associação do alimento com certas localidades, como é o caso de Gramado, em que a cultura do chocolate é muito presente e que parte de sua economia é facilmente associada a outros segmentos como o turismo.
A cidade de Gramado justifica sua importância ao trazer técnicas e sofisticação à produção de chocolates no Brasil, através da iniciativa de empresários locais que trouxeram e aperfeiçoaram formas de produção vindas de alguns países europeus e da Argentina a partir dos anos de 1970.

A forma no qual o chocolate era vendido enaltecia a infraestrutura da cidade nas caixas dos produtos além de encorajar seus consumidores a desbravarem o local. Os empresários divulgavam o produto de forma diferenciada, incentivando a experiência, levando as pessoas em cafés da cidade e outros estabelecimentos, despertando a curiosidade. A boa experiência resultou em indicações e recomendações, aumentando consideravelmente a quantia de interessados em chocolates vindos dali, depois disso, outros empresários começaram a trabalhar com o chocolate e assim o alimento contribuiu com a fama da cidade. Em paralelo a isso, a cidade de Gramado desde então se tornou o lar de diversas marcas que hoje já se fazem mais presentes no imaginário de apreciadores de chocolate.

Esse pequeno relato de como o chocolate participou no processo de “identidade” do destino ajuda a compreender o porquê de o alimento ser um dos motivos para pessoas originárias de diversas cidades do Brasil e do mundo buscarem a cidade de Gramado.

Com um fluxo de visitantes, levando os chocolates como lembranças do local, foi uma questão de tempo até serem criados novos atrativos que tornaram mais evidente a cultura do chocolate na cidade, como é o caso de um parque temático chamado “Mundo de Chocolate” (inclusive o único da América Latina a utilizar chocolate em diversas obras). Se pensarmos que 90% da economia de Gramado vem da atividade turística, podemos imaginar que todo esse fluxo de visitantes acaba de uma forma direta ou não, consumindo a chocolate feito na cidade.

Basicamente o chocolate vindo de Gramado deixou de ser um mero “tira-gosto” e se tornou parte do “DNA” do local. Empresários locais, habitantes e órgãos públicos possibilitaram que a cidade se tornasse uma referência ao pensarmos na atividade turística atrelada ao consumo de alimentos, e hoje o chocolate vindo de lá garante aos seus consumidores um produto tradicionalista e obviamente de qualidade.

Chocolates Finos

Chocolates Finos

Desde 1976 crescendo em Gramado, a Lugano, hoje, é referência em Chocolates Finos. Não somente porque produz sua própria materia prima, mas também pelo esmerado acabamento e pela criatividade refletida em toda sua linha de produtos. Um trabalho baseado na tradição, qualidade e inovação. Por isso podemos afirmar que fazemos arte em chocolate sendo especialistas em chocolates finos.

Conheça nossos fornecedores

QUEM SOMOS ?

O THEOBROMA CACAO CHOCOLATERIA é uma marca jovem e moderna. Com o foco em qualidade e um preço acessível a todos os públicos.

Fundada em 2014 em São Paulo com vendas sazonais, gifts para empresas, mesas de chocolates para eventos de empresas, casamentos, aniversários e ocasiões especiais.

Nossos produtos são feitos com as melhores matérias-primas nacionais e importadas.

Produzimos nosso próprio chocolate para garantir qualidade, padrão e custo.

MISSÃO, VISÃO E VALORES

NOSSA MISSÃO

O THEOBROMA CACAO CHOCOLATERIA tem como missão: fabricar e disponibilizar ao mercado, produtos de alto padrão e qualidade, com valor acessível, de baixo custo; preservando a identidade da empresa.

NOSSA VISÃO

Ser uma empresa competitiva, diversificada e rentável no fornecimento, que atue de forma abrangente no segmento de chocolates, através de um portfólio de produtos com qualidade e características únicas.

NOSSOS VALORES

QUALIDADE – ETICA – RESPEITO – DIVERSIDADE – PREÇO ACESSIVEL

Rafael Alvarenga

RAFAEL ALVARENGA

Chef Chocolatier com mais de dez anos de experiência em patisserie, eventos e indústria de chocolates finos. Expertise em desenvolver produtos finos, tais como bebidas a base chocolate, sobremesas, sorvetes, tortas, bolos e chocolates artesanais e industriais. Expertise inclui: Contato com Fornecedores , cost saving, apresentação de produtos, desenvolvimento de produtos, comercialização, grupos de discussão, treinamento de pessoal.

  • Desenvolvimento de novos produtos
  • Responsável por produtos em eventos
  • Produtos de Mockup para divulgação de marca, tais como fotografia e filmagem
  • Criação de Esculturas para exposição
  • Responsável por todos produtos criados em planta piloto
  • Montagem de formulações com grande durabilidade
  • Acompanhamento de novos produtos em linha
  • Contato com fornecedores
  • Gerir e centralizar o programa sensorial descritiva e conformidade
  • Administração do shelf life de amostras aprovadas

HISTÓRIA

Theobroma cacao é como o cacaueiro é conhecido pelos pesquisadores. A palavra Theobroma, em grego, quer dizer alimento dos deuses. O chocolate é um dos principais produtos oriundos do cacau consumido atualmente, produzido pela mistura de extrato de sementes de cacau com outros ingredientes, como açúcar e leite.

A origem do chocolate remonta a 1.500 a.C., segundo registram estudos que demonstram que a civilização Olmeca foi a primeira a aproveitar o fruto do cacaueiro. Eles habitavam as terras baixas do Golfo do México. Evidências arqueológicas comprovam que pouco depois, os Maias, Toltecas e Astecas também já utilizavam o cacau e consideravam-no o alimento dos Deuses. Nesta época o cacau era usado como uma bebida, geralmente acrescida de algum condimento. Era ingerida pelos sacerdotes em rituais religiosos.

Originário das Américas (do Sul e Central) começou a ser difundido na Europa a partir de 1528, quando Cortez, o conquistador do México, retornou à Espanha com algumas aquisições feitas na nova colônia. Primeiro como bebida e depois como especiaria, o chocolate até hoje está entre os favoritos do público consumidor. O cultivo do cacaueiro exige condições climáticas com temperaturas em torno de 18º a 32oC e um índice pluviométrico variando de 1 a 5 litros/m2 por ano.

O chocolate passou a ser a bebida da moda, mas só para a nobreza. Nessa época havia uma crença que o chocolate podia curar qualquer enfermidade. Os espanhóis, por acharem a bebida indígena muito amarga, substituíram a pimenta pelo açúcar. Por quase um século eles guardaram esse segredo.

De acordo com historiadores, depois do primeiro embarque oficial de grãos de cacau, em 1585, da cidade de Vera Cruz, no México, para Sevilha, na Espanha, o chocolate tornou-se conhecido em outros países da Europa.

Logo a França, Inglaterra e Holanda estavam cultivando cacau nas suas colônias do Caribe e depois em outros lugares do mundo. Aumentando a produção, os preços caíram e em pouco tempo a bebida tornou-se popular.

A primeira fábrica de chocolate a se estabelecer foi fundada em Bristol, Inglaterra, em 1847. A demanda por cacau cresceu após o desenvolvimento do chocolate na sua forma sólida. A grande maioria do cacau provinha das Américas, sendo que em 1746 se formou a primeira plantação de cacau no Brasil. Atualmente os grandes produtores de cacau se concentram na América do Sul, América Central, leste Indiano e uma pequena parte nas áreas tropicais da Ásia.

Inicialmente, o chocolate produzido era um bloco formado pelo cacau, açúcar e gordura. Somente em 1876, Daniel Peter acrescentou leite à formulação. O primeiro chocolate branco foi produzido em 1930, a partir de açúcar, leite em pó e manteiga de cacau.

TIPOS DE CHOCOLATE

 Segundo descrição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA RDC nº 264, de 22 de setembro de 2005), chocolate é o produto obtido a partir da mistura de derivados de cacau: massa de cacau, cacau em pó e manteiga de cacau com outros ingredientes, contendo, no mínimo, 25% de sólidos totais de cacau. O produto pode apresentar recheio, cobertura, formato e consistência variados.

Inicialmente havia apenas três tipos de chocolate: amargo, ao leite e branco.

Ao longo dos anos as indústrias foram se adequando às necessidades dos consumidores e do mercado, resultando em diversas novas classificações de chocolate: meio amargo, diet, light, em pó, para cobertura e ainda, chocolate sem lactose, chocolate orgânico e chocolate enriquecido com inulina e oligossacarídeos que constituem os chocolates prebióticos. Também está sendo desenvolvido o chocolate com probióticos, enriquecidos com bactérias lácteas, através da adição de iogurte em pó.

 

Chocolate Amargo

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) chocolate amargo é um produto preparado com cacau, pouco açúcar, adicionado ou não de leite.

O fato é que na fabricação do chocolate amargo é utilizado liquor de cacau, manteiga de cacau e açúcar. A quantidade de sólidos de cacau varia entre 35 e 70%, ou mais, assim como descrito pela empresa de cacau Barry Callebaut.

Devido à grande quantidade de líquor de cacau apresenta cor escura.

 

 Chocolate Ao Leite

A ANVISA descreve chocolate ao leite como sendo um produto preparado com pasta de cacau, açúcar e leite, leite em pó evaporado ou condensado.

O chocolate ao leite usa os mesmos ingredientes que o chocolate amargo, porém é adicionado, em sua composição, o leite em pó para dar ao chocolate uma coloração marrom mais clara e uma textura cremosa e sabor suave e diferenciado.

Chocolate Branco

Chocolate Branco segundo a ANVISA é o produto obtido a partir da mistura de manteiga de cacau com outros ingredientes, contendo, no mínimo, 20% de sólidos totais de manteiga de cacau.

É, portanto o único produto com quantidade de sólidos de cacau inferior a 25% que pode ser chamado de chocolate. Na fabricação deste produto utiliza-se leite, açúcar, manteiga de cacau e alguns outros ingredientes, porém não há adição de liquor de cacau, o que explica a cor clara do produto.