Oi gente, tudo bem? Alguém aí interessado por chocolate? Vamos saber um pouco mais sobre esse alimento tão gostoso e que está tão presente no nosso dia-dia. Nós brasileiros somos grandes apreciadores de chocolate, hoje o Brasil é o quarto país que mais consome e terceiro maior produtor no mundo. Alguns anos atrás o forte de venda e consumo do chocolate era no período da páscoa, porém essa realidade está mudando, sendo hoje um mercado lucrativo o ano inteiro, visto que os brasileiros se identificam com essa iguaria. A indústria do chocolate está inovando muito os produtos, sendo disponível ao consumidor diferentes tipos de sabores, chocolate para celíacos, diabéticos, entre outros, ampliando assim várias classes de consumidores. Junto com essa diversidade de produtos, houve um maior consumo de chocolates artesanais, o que nos mostra que o consumidor está mais exigente por qualidade e sabor, aumentando o comércio de pequenas empresas que produzem um chocolate artesanal diferenciado das grandes marcas.

O chocolate é um produto que resulta da mistura de derivados de cacau (massa de cacau, cacau em pó, manteiga de cacau), com outros ingredientes, contendo no mínimo 25% de sólidos totais de cacau.  Após feita a massa de cacau, pode ser acrescido recheios, cobertura, formato e consistência variados. O chocolate branco é obtido da mistura de manteiga de cacau com outros ingredientes, contendo no mínimo 20% de sólidos totais de manteiga de cacau, podendo também apresentar recheio, cobertura, formato e consistência variados.

Segundo a Associação Franquia Sustentável (AFRAS, 2009), o Brasil possui a maior rede de chocolates finos do mundo. A diferença entre chocolate artesanal para o chocolate industrializado já começa na matéria prima, o primeiro produto que é formado após a colheita e processamento do cacau é o licor de cacau. Uma vez formado esse licor, a indústria começa a acrescentar o açúcar, manteiga de cacau, gordura, entre outros ingredientes. As pequenas empresas e lojas de chocolate artesanal também o fazem, porém são com produtos de maior qualidade que é a grande diferença de sabor apresentada no produto final. Outra diferencial é o armazenamento, embalagem e distribuição. Uma característica do chocolate artesanal, é o alto teor de cacau, principalmente em chocolates diet, sem lactose ou sem glúten. Na indústria o chocolate ganha forma (bombons, tabletes, etc) através do uso de máquinas, o que não acontece no chocolate artesanal, onde normalmente é manipulado pelas próprias mãos ganhando formas diversas não tendo então um padrão exato de tamanho.  Por conta desse manejo diferenciado, embalagens próprias e uma distribuição em menor escala, reflete diretamente no custo, sendo o chocolate artesanal no valor um pouco acima do chocolate industrializado.

Para os consumidores mais exigentes, o chocolate artesanal é uma ótima pedida, além de ser um produto que contém flavonoides sendo um antioxidante protetor do coração, portanto vamos comer chocolate =).

 

Foram utilizadas as bases de dados ROCA, Scielo, Tratado de Alimentação, Nutrição e Dietoterapia.

 

Qualificações profissionais: Nutricionista, pós-graduada em Nutrição Esportiva.

FB: Nutricionista Eloísa Santana

IG: @nutrieloisasantana

10 dicas para reconhecer um bom chocolate

Por Fernando de Oliveira, Chocolatier da Cacau Prime Club

 

1 -Leia o rótulo
Um bom chocolate deve conter no rotulo os seguintes ingredientes: massa de cacau, manteiga de cacau, açúcar, leite em pó e lecitina de soja que é um emulsificante natural. A massa de cacau e a manteiga de cacau são as principais matérias primas de um excelente chocolate, então devem aparecer logo no início da lista.
Caso apareçam outros tipos de gordura no rótulo, como por exemplo gordura vegetal hidrogenada ou fracionada, não são bem vistos já que podem alterar o sabor do chocolate e muitas vezes não é considerado chocolate e sim cobertura sabor chocolate.
Se forem bombons ou tabletes recheados, com certeza aparecerá outros ingredientes na lista, devido ao recheio.
Algumas marcas indicam na embalagem a porcentagem de cacau utilizada, principalmente nos chocolates amargos.
Segundo definição da Anvisa, a quantidade mínima de sólidos de cacau em um chocolate é de 25 % (g/100 g) e para o chocolate branco, o mínimo é de 20% de manteiga de cacau. No caso do chocolate branco não aparecera o ingrediente massa de cacau, somente a manteiga de cacau.

 

2 – Data de validade
Quanto mais recente a fabricação, melhor a qualidade. Sempre verifique a validade.

 

3 – Preço
Desconfie de chocolates, trufas ou bombons com preço bem abaixo do mercado. Chocolates de qualidade sãocaros e muitas pessoas vendem cobertura fracionada como chocolate.

 

4 – Temperatura
A temperatura de conservação ideal do chocolate deve estar em torno dos 18ºC. Nestas condições o chocolate conserva-se pelo menos um ano e meio sem perder as qualidades.
Temperaturas mais altas provocam o amolecimento do chocolate e a perda de
Brilho. Evite guardar o chocolate na geladeira para não mudar suas características, cor e sabor.

 

5- Olfato
Quando abrir uma caixa de bombons ou mesmo um tablete certifique-se de que tenha um bom aroma de chocolate. Não deve haver qualquer cheiro estranho, como de substâncias químicas, de coco e certamente não deve cheirar a pó, pois é indício de que é velho demais ou foi mal armazenado.

 

6 – Visão
O brilho dependerá do tipo de acabamento que receberam moldados ou banhados, os tabletes e bombons moldados devem ter brilho já os banhados como s trufas não costumam ter brilho. Caso tenha manchas brancas pode ter tido problema na conservação ou transporte, mas isto não caracteriza que o chocolate esteja estragado e sim que a gordura ou açúcar migrou para o lado externo do chocolate.

 

7 – Audição
Quando quebrar um tablete de chocolate este deve quebrar e não esmigalhar.Deve ter o som de um estalo claro.

 

8 – Tato
Quando pegar um chocolate ele não pode derreter imediatamente com o calor da mão e sim demorar alguns minutos, dependendo da espessura. O mesmo não pode ser pegajoso ou macio.
Em se tratando de bombons pode verificar se a capa de chocolate é fina ou grossa, e se foi coberta duas ou três vezes. Quanto mais fino melhor.

 

9 – Paladar
Quando fizer degustações de chocolate, é melhor que se coloque uma pequena porção e que esta derreta suavemente na língua e o sabor se espalhar por toda a boca, não deixando gosto de gordura.
Quando for bombom recheado prova-se o conjunto, ou seja, o recheio e a capa de chocolate que o reveste.
Quando provar vários tipos de chocolate, intercale com goles de água para refrescar o palato, ou sirva maçãs e pães.

 

10 – Preferencia
Estas são algumas dicas para conhecer um bom chocolate. Experimente novos chocolates, sabores, texturas e chocolates com tipos de porcentagem de cacau e descubra qual seu preferido.

Chocolate e turismo, essa associação realmente faz sentido?

 

O Brasil é um país de amantes de chocolate, uma pesquisa do IBOPE apontou que mais de 75% da população consome o doce, então não é difícil imaginar a associação do alimento com certas localidades, como é o caso de Gramado, em que a cultura do chocolate é muito presente e que parte de sua economia é facilmente associada a outros segmentos como o turismo.
A cidade de Gramado justifica sua importância ao trazer técnicas e sofisticação à produção de chocolates no Brasil, através da iniciativa de empresários locais que trouxeram e aperfeiçoaram formas de produção vindas de alguns países europeus e da Argentina a partir dos anos de 1970.

A forma no qual o chocolate era vendido enaltecia a infraestrutura da cidade nas caixas dos produtos além de encorajar seus consumidores a desbravarem o local. Os empresários divulgavam o produto de forma diferenciada, incentivando a experiência, levando as pessoas em cafés da cidade e outros estabelecimentos, despertando a curiosidade. A boa experiência resultou em indicações e recomendações, aumentando consideravelmente a quantia de interessados em chocolates vindos dali, depois disso, outros empresários começaram a trabalhar com o chocolate e assim o alimento contribuiu com a fama da cidade. Em paralelo a isso, a cidade de Gramado desde então se tornou o lar de diversas marcas que hoje já se fazem mais presentes no imaginário de apreciadores de chocolate.

Esse pequeno relato de como o chocolate participou no processo de “identidade” do destino ajuda a compreender o porquê de o alimento ser um dos motivos para pessoas originárias de diversas cidades do Brasil e do mundo buscarem a cidade de Gramado.

Com um fluxo de visitantes, levando os chocolates como lembranças do local, foi uma questão de tempo até serem criados novos atrativos que tornaram mais evidente a cultura do chocolate na cidade, como é o caso de um parque temático chamado “Mundo de Chocolate” (inclusive o único da América Latina a utilizar chocolate em diversas obras). Se pensarmos que 90% da economia de Gramado vem da atividade turística, podemos imaginar que todo esse fluxo de visitantes acaba de uma forma direta ou não, consumindo a chocolate feito na cidade.

Basicamente o chocolate vindo de Gramado deixou de ser um mero “tira-gosto” e se tornou parte do “DNA” do local. Empresários locais, habitantes e órgãos públicos possibilitaram que a cidade se tornasse uma referência ao pensarmos na atividade turística atrelada ao consumo de alimentos, e hoje o chocolate vindo de lá garante aos seus consumidores um produto tradicionalista e obviamente de qualidade.

HISTÓRIA

Theobroma cacao é como o cacaueiro é conhecido pelos pesquisadores. A palavra Theobroma, em grego, quer dizer alimento dos deuses. O chocolate é um dos principais produtos oriundos do cacau consumido atualmente, produzido pela mistura de extrato de sementes de cacau com outros ingredientes, como açúcar e leite.

A origem do chocolate remonta a 1.500 a.C., segundo registram estudos que demonstram que a civilização Olmeca foi a primeira a aproveitar o fruto do cacaueiro. Eles habitavam as terras baixas do Golfo do México. Evidências arqueológicas comprovam que pouco depois, os Maias, Toltecas e Astecas também já utilizavam o cacau e consideravam-no o alimento dos Deuses. Nesta época o cacau era usado como uma bebida, geralmente acrescida de algum condimento. Era ingerida pelos sacerdotes em rituais religiosos.

Originário das Américas (do Sul e Central) começou a ser difundido na Europa a partir de 1528, quando Cortez, o conquistador do México, retornou à Espanha com algumas aquisições feitas na nova colônia. Primeiro como bebida e depois como especiaria, o chocolate até hoje está entre os favoritos do público consumidor. O cultivo do cacaueiro exige condições climáticas com temperaturas em torno de 18º a 32oC e um índice pluviométrico variando de 1 a 5 litros/m2 por ano.

O chocolate passou a ser a bebida da moda, mas só para a nobreza. Nessa época havia uma crença que o chocolate podia curar qualquer enfermidade. Os espanhóis, por acharem a bebida indígena muito amarga, substituíram a pimenta pelo açúcar. Por quase um século eles guardaram esse segredo.

De acordo com historiadores, depois do primeiro embarque oficial de grãos de cacau, em 1585, da cidade de Vera Cruz, no México, para Sevilha, na Espanha, o chocolate tornou-se conhecido em outros países da Europa.

Logo a França, Inglaterra e Holanda estavam cultivando cacau nas suas colônias do Caribe e depois em outros lugares do mundo. Aumentando a produção, os preços caíram e em pouco tempo a bebida tornou-se popular.

A primeira fábrica de chocolate a se estabelecer foi fundada em Bristol, Inglaterra, em 1847. A demanda por cacau cresceu após o desenvolvimento do chocolate na sua forma sólida. A grande maioria do cacau provinha das Américas, sendo que em 1746 se formou a primeira plantação de cacau no Brasil. Atualmente os grandes produtores de cacau se concentram na América do Sul, América Central, leste Indiano e uma pequena parte nas áreas tropicais da Ásia.

Inicialmente, o chocolate produzido era um bloco formado pelo cacau, açúcar e gordura. Somente em 1876, Daniel Peter acrescentou leite à formulação. O primeiro chocolate branco foi produzido em 1930, a partir de açúcar, leite em pó e manteiga de cacau.

TIPOS DE CHOCOLATE

 Segundo descrição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA RDC nº 264, de 22 de setembro de 2005), chocolate é o produto obtido a partir da mistura de derivados de cacau: massa de cacau, cacau em pó e manteiga de cacau com outros ingredientes, contendo, no mínimo, 25% de sólidos totais de cacau. O produto pode apresentar recheio, cobertura, formato e consistência variados.

Inicialmente havia apenas três tipos de chocolate: amargo, ao leite e branco.

Ao longo dos anos as indústrias foram se adequando às necessidades dos consumidores e do mercado, resultando em diversas novas classificações de chocolate: meio amargo, diet, light, em pó, para cobertura e ainda, chocolate sem lactose, chocolate orgânico e chocolate enriquecido com inulina e oligossacarídeos que constituem os chocolates prebióticos. Também está sendo desenvolvido o chocolate com probióticos, enriquecidos com bactérias lácteas, através da adição de iogurte em pó.

 

Chocolate Amargo

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) chocolate amargo é um produto preparado com cacau, pouco açúcar, adicionado ou não de leite.

O fato é que na fabricação do chocolate amargo é utilizado liquor de cacau, manteiga de cacau e açúcar. A quantidade de sólidos de cacau varia entre 35 e 70%, ou mais, assim como descrito pela empresa de cacau Barry Callebaut.

Devido à grande quantidade de líquor de cacau apresenta cor escura.

 

 Chocolate Ao Leite

A ANVISA descreve chocolate ao leite como sendo um produto preparado com pasta de cacau, açúcar e leite, leite em pó evaporado ou condensado.

O chocolate ao leite usa os mesmos ingredientes que o chocolate amargo, porém é adicionado, em sua composição, o leite em pó para dar ao chocolate uma coloração marrom mais clara e uma textura cremosa e sabor suave e diferenciado.

Chocolate Branco

Chocolate Branco segundo a ANVISA é o produto obtido a partir da mistura de manteiga de cacau com outros ingredientes, contendo, no mínimo, 20% de sólidos totais de manteiga de cacau.

É, portanto o único produto com quantidade de sólidos de cacau inferior a 25% que pode ser chamado de chocolate. Na fabricação deste produto utiliza-se leite, açúcar, manteiga de cacau e alguns outros ingredientes, porém não há adição de liquor de cacau, o que explica a cor clara do produto.

Porque comer chocolate faz bem para a saúde?!

O consumo de chocolate é normalmente associado a prazer, sendo sobremesas à base de chocolate ao leite uma escolha muito popular. Além disso, a literatura mostra dados que sugerem benefícios à saúde, provenientes de produtos feitos com chocolate quando comparados a doces diversos.

O chocolate é definido como o produto obtido a partir de uma mistura de derivados de cacau ( Theobroma cacao L. ), massa de cacau (ou pasta ou líquor), cacau em pó e manteiga de cacau, com outros ingredientes, contendo pelo menos 25% (g / 100 g) de sólidos totais do cacau. Chocolate branco é o produto obtido a partir da mistura de manteiga de cacau com outros ingredientes, contendo, no mínimo, 20% (g/100 g) de sólidos totais de manteiga de cacau. Ambos produtos podem ter formas e consistências diferentes e podem apresentar recheios ou coberturas.

A composição precisa do chocolate varia em todo o mundo devido à diferença de gostos e legislação, que se preocupa com as porcentagens de cacau e sólidos do leite adicionais além da quantidade e tipos de gorduras vegetais permitidas.

O chocolate é o produto mais popular obtido a partir do cacau. O cacaueiro (Theobroma cacao L.) é nativo da floresta tropical úmida americana, com principal origem nas nascentes dos rios Amazonas e Orinoco.

De acordo com o ICCO (International Cocoa Organization), os maiores produtores mundiais de cacau são a Costa do Marfim, seguida por Gana, Indonésia, Nigéria, Camarões, Brasil, Equador e Papua Nova Guiné.

O sabor e qualidade do chocolate consistem em muitos compostos cuja formação depende das características genéticas do cacau, do ambiente onde foi cultivado e dos métodos de processamento utilizados.

A influência dos métodos de produção começa na fazenda com procedimentos pós-colheita, como fermentação e secagem, e continua nas fábricas de processamento de chocolate. A influência do processamento na formação do sabor do chocolate inclui reações que ocorrem durante a fermentação e secagem dos grãos de cacau, durante a torrefação dos grãos, nibs ou massa de cacau e na conchagem do chocolate (processo que visa além da melhoria do sabor, a diminuição da viscosidade).

Para a produção de chocolate, as empresas produtoras adquirem favas de cacau de várias partes do mundo e podem prover o líquor de cacau de um único tipo de fava ou com através da associação de favas diferentes, obtendo assim,  blends (misturas) com sabores específicos (variando grãos e método de torrefação) para agradar o paladar de seus consumidores.

O chocolate tem efeito atrativo devido aos ingredientes presentes em sua formulação e aos resultados que estes impõem ao produto final (gordura, açúcar, textura e aroma). Sua digestão se faz facilmente, principalmente devido às gorduras que entram em sua composição: 39% de ácidos graxos não-saturados, sendo 37% de ácido oléico e 2% de ácido linoléico, indispensável ao organismo. A digestibilidade da manteiga de cacau é excelente. Baseando-se nestes ingredientes presentes no chocolate, aqueles que serão utilizados em recheios e em seus produtos deverão seguir o mesmo caminho para que o doce também se torne nutricionalmente interessante.

O chocolate vem ganhando cada vez mais espaço na mídia, não só pelas suas apreciadas propriedades sensoriais, mas também pelos benefícios potenciais à saúde. Uma análise mais profunda, baseada em pesquisas científicas, sugere que, realmente, alguns chocolates podem ter o potencial de contribuir beneficamente para a saúde quando consumidos com moderação. Embora o chocolate escuro possa ser mais protetor do que o chocolate de leite, este último ainda é preferível aos doces não-chocolate.

Durante a última década, pesquisas têm demonstrado que o cacau in natura, alguns produtos de cacau e o chocolate escuro são extraordinariamente ricos num grupo de antioxidantes que exercem efeitos benéficos sobre a saúde cardiovascular. Este efeito pode ser exercido de diversas maneiras: melhorando a função plaquetária e sensibilidade à insulina, controlando pressão arterial e reduzindo agregação plaquetária (prevenção trombose).

Conhecidos como flavonóides, esses antioxidantes pertencem a uma ampla e diversa classe de fitoquímicos chamados polifenóis. No chocolate a concentração desses é mais elevada do que em outros alimentos, tais como o vinho tinto, chá verde ou algumas frutas (maçã).

Os polifenóis estão presentes nas plantas como um sistema de defesa destas às agressões como ataques de pragas e radiação ultravioleta, constituindo uma linha de defesa do vegetal.

Independentemente do processo de fabricação aplicado e matéria prima utilizada para produzir o chocolate, o flavanol é o flavonóide mais abundante presente no chocolate. Em particular, o chocolate ao leite apresenta uma concentração de flavanol menor que o cacau em pó e que o chocolate amargo. Isto se explica, pois o percentual de cacau envolvido no preparo dos diferentes tipos de chocolate, não é igual. O chocolate branco, que em algumas literaturas nem é considerado como chocolate, contém aproximadamente 4% de cacau (só possui na sua composição a manteiga de cacau); o chocolate ao leite contém aproximadamente 30% de cacau; o chocolate meio amargo 41% de cacau e o chocolate amargo, com percentual de cacau elevado, contém 70% ou mais.

Embora não exista consenso sobre a quantidade ótima para consumir, sugere-se o consumo diário de chocolate rico em cacau (e polifenóis) para se obter efeitos positivos na saúde cardiovascular.

É muito bom conhecer os benefícios à saúde que o chocolate pode nos proporcionar, mas certamente o que nos faz consumi-lo com tanto prazer vai além de uma escolha consciente. O chocolate é um alimento que concentra propriedades que fazem nosso cérebro apaixonar-se facilmente por ele, paixão essa que atravessa séculos de história.

Chocolatier

Conheça nosso chocolatier

Fernando de Oliveira chef confeiteiro, padeiro e chocolatier é um profissional respeitado nas áreas em que atua. Com mais de 20 anos de experiência o chef já gravou mais de 30 dvds de receitas testadas e escreveu dois livros: “Confeitaria Clássica, Básica e Sofisticadas” e
“Macarons pra todas as Ocasiões”.

No decorrer de sua carreira, fez diversos cursos de aperfeiçoamento em escolas francesas como: Écolo Bellouet Conseil, Christophe Michalak, INBP, Le Cordon Bleu.

Participou da seletiva do WCM Brasil e conquistou o segundo lugar na classificação geral e teve o seu bombom “abelha” feito com ingredientes tipicamente brasileiros como o camu-camu.

Fernando é um dos chefs escultores responsáveis pela confecção das mais de 200 peças esculpidas em chocolate do primeiro museu permanente da América Latina localizado em Gramado/RS o parque Mundo de chocolate.

Em 2015 o chef chocolatier foi convidado a ser coach da seleção brasileira de panificação para competir na Coupe Louis Lesaffre que aconteceu na Argentina. O Brasil conquistou pela primeira vez na história um campeonato internacional de panificação e se classificou para disputar o Mundial de panificação em Paris na França.

Fernando de Oliveira, foi eleito o melhor padeiro pela segunda vez consecutiva pela Revista Panificação Brasileira.Em janeiro de 2017 o chef disputou a Copa de Confeitaria em Lyon na França.

Participou nacategoria Ice. Para esculpir a escultura em gelo apresentada no mundial, precisou aprender a esculpir e treinou apenas 3 vezes a peça antes do Mundial.

 

Famosos Chocolatras

Chegou o domingo de Páscoa (16), e você só está pensando no chocolate? Branco, preto, trufado, com doce de leite, com castanhas, puro…

Pois saiba que muitas celebridades também estão com esse mesmo pensamento fixo.

Dos mais controlados aos compulsivos, o mundo dos famosos também está repleto de viciados em chocolate, os chocólatras.

E eles não escondem de ninguém o vício.

Confira os famosos que são loucos pela iguaria:

Carolina Dieckmann

Carolina já confessou que passou uma gravidez inteira comendo chocolate. Ela engordou quase 30 quilos, e recuperou a boa forma. Mas não abandonou o doce. Chega a troca comida por chocolate.

 

Shakira

Shakira fez dieta e muito exercício para chegar a essa forma física. Mas gosta tanto de chocolate, que sonha com o doce.

 

William Bonner

William Bonner é daquele que come o doce todos os dias, e diz que não consegue se contentar só com um pedacinho

 

Claudia Leite

Claudia Leitte também gosta muito de chocolate. Tanto que mantém um estoque em sua geladeira, para não derreter no calor da Bahia. A cantora não consegue resistir a brigadeiros, sua verdadeira loucura.

 

Anitta

Anitta é outra que adora chocolate, mas, preocupada em manter a forma, tem tentado ficar longe do doce. Tenta, mas nem sempre consegue. Tempos atrás, Anitta tinha barras de chocolate no camarim dos shows.

O chocolate não é só uma delícia. O seu consumo moderado também oferece uma lista de benefícios. E quanto mais cacau na fórmula, melhor. Justamente no Dia do Cacau (26 de março) e às vésperas da Páscoa, confira abaixo os pontos positivos relacionados à iguaria, segundo estudos recentes.

 

  1. Câncer de intestino

Pesquisadores da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, divulgaram em 2008 que o chocolate pode ajudar a combater o câncer de intestino. Isso porque algumas moléculas presentes no cacau, chamadas de procianidinas, possuem propriedades antioxidantes, que serviriam para proteger as células das degenerações do tumor.

 

  1. Bem-estar

A sensação de bem-estar causada pelo chocolate encontra respaldo na ação da endorfina e da dopamina, relacionadas ao relaxamento. Alguns cientistas afirmam que a delícia é capaz de aumentar a produção dessas substâncias.

 

  1. Fluxo arterial

Estudos mostram que o consumo do chocolate amargo melhora o fluxo arterial e faz bem à saúde cardiovascular por diminuir a tendência de coagulação das plaquetas e de obstrução dos vasos sanguíneos. Ajuda a diminuir os níveis de LDL (colesterol ruim).

 

  1. Saúde do coração

O chocolate tem efeitos benéficos para o coração. Cientistas da Universidade de Linkoping, na Suécia, descobriram que a versão amarga (rica em cacau) inibe uma enzima no organismo conhecida por elevar a pressão arterial. O resultado positivo é atribuído às catequinas e procianidinas, antioxidantes encontrados na iguaria.

 

  1. Saúde cerebral

O chocolate amargo pode reduzir os danos cerebrais após um acidente vascular cerebral, segundo um estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Os cientistas descobriram que um composto chamado epicatequina protege as células nervosas. Os testes foram realizados em ratos e a equipe espera que os efeitos possam ser aplicados em seres humanos.

 

  1. Na gravidez

Chocolate durante gravidez pode ajudar a prevenir a pré-eclâmpsia (hipertensão). Uma pesquisa da Universidade Yale, nos Estados Unidos, sugere que mulheres que saboreiam a delícia ao menos cinco vezes por semana estão 40% menos propensas a desenvolver o problema do que aquelas que a consomem menos de uma vez. O composto teobromina, encontrado principalmente nas variedades amargas e meio-amargas, pode ser o responsável pelo benefício.

 

  1. Ataques cardíacos

Pessoas que sobreviveram a ataques cardíacos e comem chocolate podem reduzir o risco de morrer por problemas do coração, segundo pesquisa realizada na Suécia. Testes mostraram que saborear o produto duas vezes por semana resultou em 66% menos chances de morrer de doença cardíaca e uma vez por semana reduziu o risco quase pela metade. Isso porque a delícia é rica em antioxidantes, que nos protege do envelhecimento causado pelos radicais livres.

 

  1. Dores

Ingerir chocolate pode aliviar dores, de acordo com um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. A distração de comer ou beber por prazer atuaria como um analgésico natural. Os testes foram realizados em ratos, mas os pesquisadores acreditam que o mesmo efeito ocorra em pessoas.

 

  1. Beleza

O chocolate é um aliado da beleza também. Está presente em banhos de ofurô, massagens, máscaras e outros cosméticos. Além do alto poder hidratante, o produto combate os radicais livres, evitando a oxidação das células.

 

  1. Desgaste físico

Dois levantamentos realizados por cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, concluíram que leite com chocolate é a melhor bebida para se recuperar da atividade física. Os benefícios estariam na quantidade de carboidratos e proteínas da mistura.